Com comissão técnica de Piracicaba, Brasil é ouro na Liga Mundial de Karatê

O piracicabano Diego Spilogon, ao lado de Valeria Kumizaki (Foto: WKF)

Na retomada do karatê, o Brasil conquistou o lugar mais alto do pódio na primeira etapa da Premier League, a Liga Mundial, desde o início da pandemia da Covid-19, em março do ano passado. No último domingo (14), em Istambul, na Turquia, a karateca Valeria Kumizaki sagrou-se campeã da categoria -55 kg. A caminhada rumo ao título teve cinco vitórias sobre Melinda Michel (Suíça), Sabina Zakharova (Cazaquistão), Tuba Yakan (Turquia), Dorota Banaszczyk (Polônia) e Valentina Toro (Chile). Além de Valeria, Vinicius Figueira (-67 kg) representou o Brasil na competição – o atleta foi eliminado por Asylbek Muratov, do Cazaquistão, na primeira fase.

“A Valeria fez uma apresentação excelente, entrou muito focada desde a primeira luta, usando a experiência para pontuar. Ela errou pouco e, nesse nível de competição, isso é importante. Estamos muito satisfeitos e felizes com o desempenho dela”, destacou o piracicabano Diego Spigolon, treinador da seleção brasileira, que dedicou a medalha de ouro ao árbitro e vice-presidente da Federação Cearense de Karatê, Ennio Cardoso, que morreu na última quinta-feira (11), aos 35 anos, vítima de Covid-19.

Apesar do revés sofrido em Istambul, a avaliação de Spigolon sobre a participação de Vinicius Figueira foi positiva. “O objetivo do Vinicius é a vaga olímpica, que será decidida na próxima etapa, em Marrocos. Fisicamente ele se sentiu bem e começou impondo o ritmo, mas sofreu um ponto e isso pode significar uma derrota neste nível competitivo. Na minha visão, o Vinicius teve situações de pontuação que não foram assinaladas. De qualquer forma, a participação dele foi importante nesta retomada”, disse Spigolon.

PROTOCOLO

Além do treinador, a fisioterapeuta Charlini Hartz, formada e radicada em Piracicaba, representou a cidade na Turquia. O evento, que não contou com a presença de público, colocou em prática o protocolo desenvolvido pela Federação Mundial de Karatê (WKF, na sigla em inglês). “O protocolo foi bem conduzido, todos foram testados previamente na chegada ao evento. Além disso, os atletas foram testados (RT-PCR) diariamente antes das lutas. Algumas lutas, inclusive, foram canceladas devido ao fato de que alguns atletas positivaram e não puderam competir”, afirmou a fisioterapeuta.

“Nas áreas comuns e áreas de competição, todos os cuidados de distanciamento foram realizados. Além disso, o uso de máscaras e medidas de sanitização foram rigorosamente seguidos. A limpeza dos locais de aquecimento e de competição foram feitos a cada troca de categoria. Assim, acreditamos que o evento ofereceu uma excelente organização e todas as condições para a realização de uma competição segura aos atletas e comissão técnica”, completou.




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